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Navio é barrado no Porto de Santos por trazer varíola dos macacos

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Trata-se de um navio cargueiro, vindo do Chipre. Anteriormente, esteve na Argentina
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Trata-se de um navio cargueiro, vindo do Chipre. Anteriormente, esteve na Argentina

Um navio que vinha do Chipre foi barrado no Porto de Santos (SP) por suspeita de que tripulantes estão com a varíola dos macacos. Trata-se de um navio cargueiro, com nome de registro “MV Captain John P”. A situação foi constatada antes da autorização para atracar.

“A embarcação encontra-se na área de fundeio, não estando, neste momento, autorizada a atracar ou operar por parte da Anvisa ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária )”, disse a SPA (Santos Port Authority), empresa responsável pela infraestrutura do Porto de Santos , em nota.

Daqui para frente, a equipe do porto que está encarregada de cuidar do caso disse que irá seguir as orientações da Anvisa, para, assim, proceder com as medidas cabíveis. Antes de chegar à costa brasileira, o navio estava atracado no porto de San Lorenzo, na Argentina.

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Resta saber se já traziam a doença antes da “escala” no país vizinho, ou se a tripulação contraiu lá mesmo. Os órgãos de saúde do Brasil (e do mundo) estão cautelosos com a disseminação da doença. Até o momento, uma morte pela varíola dos macacos foi confirmada no Brasil, em MG.

Fonte: IG SAÚDE

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Calendário de vacinação contra nova varíola deve sair nesta semana

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Primeira morte pela doença foi confirmada no Brasil em 29 de julho
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Primeira morte pela doença foi confirmada no Brasil em 29 de julho

O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega. “Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela.

“Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados.

“Se essas 50 mil doses chegarem aqui no ministério amanhã, não terão o condão de mudar a história natural da situação epidemiológica em relação à varíola dos macacos. Essas vacinas, quando vierem, serão para vacinar um público muito específico”.

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Queiroga também não considera, até o momento, declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por causa da doença. Segundo ele, a área técnica do ministério não se manifestou nesse sentido.

Além disso, de acordo com Queiroga, mecanismos de vigilância em saúde já foram reforçados; pedidos de registros de testes rápidos já foram feitos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e outras providências podem ser tomadas fora do âmbito da Espin, caso seja necessário.

Até o momento, Estados Unidos e Austrália já declararam emergência em seus territórios.DadosNa coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde também divulgou dados atualizados sobre a doença. No mundo inteiro foram registrados 35.621 casos em 92 países.

Os países com mais casos são Estados Unidos (11,1 mil), Espanha (5,7 mil), Alemanha (3,1 mil), Reino Unido (3 mil), Brasil (2,8 mil), França (2,6 mil), Canadá (1 mil), Holanda (1 mil), Portugal (770) e Peru (654).Até o momento, 13 mortes foram registradas, em oito países. São eles: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1), Índia (1) e Peru (1).

No Brasil, foram confirmados até o momento 2.893 casos. Além disso, existem 3.555 casos suspeitos de varíola dos macacos, com uma morte.

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Entre os contaminados, 95% são homens e a maioria está na faixa dos 30 anos de idade. Apesar de ser uma doença que acomete, em sua maioria, homens que fazem sexo com homens, o ministro faz um alerta para não se estigmatizar a doença a esse grupo específico ou mesmo discriminá-lo.

“Essas referências feitas aqui a homens que fazem sexo com homens é uma constatação tão somente epidemiológica. Não podemos incorrer nos erros do passado. Nós já sabemos o que aconteceu na década de 80 com HIV/Aids. Não é para discriminar as pessoas, é para protegê-las”.

Queiroga também afirmou que apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos e fez um apelo para a não agressão desses animais, por medo da doença.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor é a provável origem da zoonose. Não é o macaco. O macaco é tão vítima da doença quanto nós, que também somos primatas. Portanto, não saiam por aí matando os macacos achando que vão resolver o problema da varíola dos macacos”.

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Fonte: IG SAÚDE

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