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Estudo aponta principais fatores de risco para qualquer tipo de câncer

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Estudo foi conduzido por pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer (ACS) e recém-publicado na revista científica Cancer
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Estudo foi conduzido por pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer (ACS) e recém-publicado na revista científica Cancer

Há uma série de fatores que podem influenciar o desenvolvimento de um câncer , como histórico familiar, uma rotina ou não de exercícios físicos, doenças associadas, alimentação, entre outros hábitos que impactam diretamente na saúde e podem favorecer o “erro” na mutação das células que as tornam cancerígenas. No entanto, uma ampla análise de quase meio milhão de americanos durante um período de cinco anos apontou os dois principais aspectos que levam sozinhos a um maior risco para o surgimento de todos os tipos de tumores: a idade e o tabagismo.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer (ACS) e recém-publicado na revista científica Cancer. Foram analisados dados de 429.991 pessoas nos Estados Unidos sem histórico de câncer. Ao fim do período de monitoramento, 15.226 participantes haviam sido diagnosticados com algum tumor invasivo.

Ter mais de 50 anos foi sozinho associado a um aumento de mais de 2% na incidência da doença durante apenas cinco anos. Para os com idade inferior, ser fumante ou ter largado o tabagismo há menos de 30 anos também elevou individualmente o risco para o diagnóstico na mesma intensidade.

Outros hábitos e comportamentos que influenciaram o surgimento da doença, porém de forma menor quando avaliados individualmente, em homens foram o consumo de álcool; o consumo de carne vermelha; a inatividade física e o histórico familiar. Entre mulheres, foram principalmente índice de massa corporal (IMC) elevado,  diabetes tipo 2, histerectomia, hipertensão, laqueadura e também inatividade física e histórico familiar.

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Os responsáveis pelo estudo destacam que, embora a idade e o tabagismo tenham sido os mais capazes de elevar sozinhos o risco para o câncer, quando diversos fatores foram associados, como ter mais de 50 anos, ser fumante e histórico familiar, as chances de desenvolver o quadro podem chegar a ser quase 30% maiores em cinco anos.

“O risco absoluto de desenvolver qualquer câncer dentro de cinco anos foi igual ou superior a 2%, independentemente do perfil do fator de risco para quase todos os homens e mulheres com 50 anos ou mais (…) Depois da idade, o fator de risco mais importante para desenvolver qualquer câncer em cinco anos foi o histórico de tabagismo. (Porém) o risco foi tão alto quanto 29% nos homens e 25% nas mulheres para alguns perfis de fatores de risco nas idades mais avançadas”, escrevem os pesquisadores.

Eles defendem que os achados podem influenciar em recomendações para quem deve realizar os chamados exames de rastreamento, indicados como rotina para determinados grupos, que buscam identificar o quadro em estágios precoces. É o caso, por exemplo, da mamografia, que deve ser feita a cada dois anos por mulheres acima de 50 anos, segundo o Ministério da Saúde, devido ao maior risco para câncer de mama.

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“As recomendações de rastreamento para um único tipo de  câncer são baseadas em fatores de risco para esse tipo específico de câncer. Nossas descobertas são encorajadoras, pois estamos trabalhando para definir subgrupos na população em geral que poderiam se beneficiar de uma melhor triagem e prevenção do câncer”, afirma o vice-presidente sênior de ciência populacional da Sociedade Americana do Câncer, e principal autor do estudo, Alpa Patel, em comunicado.

Além disso, ele explica que, conforme a ciência avança na criação de novos testes, que podem identificar diversos tipos de câncer ao mesmo tempo, essa identificação do maior risco não para um diagnóstico específico, mas para todos os quadros, se torna ainda mais importante.

“À medida que consideramos a possibilidade de que testes futuros possam identificar vários tipos de câncer, precisamos começar a entender quem está em maior risco de desenvolver qualquer tipo de câncer. Esses tipos de dados não estão amplamente disponíveis, mas são necessários para informar futuras opções de triagem, como testes de detecção precoce de vários cânceres baseados no sangue que podem ajudar a salvar vidas”, complementa Patel.

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Fonte: IG SAÚDE

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Calendário de vacinação contra nova varíola deve sair nesta semana

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Primeira morte pela doença foi confirmada no Brasil em 29 de julho
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Primeira morte pela doença foi confirmada no Brasil em 29 de julho

O Ministério da Saúde (MS) deverá saber nesta semana quando terá as primeiras vacinas disponíveis contra a varíola dos macacos.

Segundo a representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, a fase de tratativas com o laboratório produtor da vacina terminaram, mas falta uma posição do laboratório sobre o calendário de entrega. “Esperamos ter o calendário das vacinas nesta semana”, disse ela.

“Não temos como apresentar um calendário [de entrega de vacina] neste momento. Sabemos que uma parte das vacinas vai chegar em breve. Esperamos que o fornecedor nos especifique quando nós poderemos transportar a vacina para o Brasil”, disse ela, em coletiva de imprensa, no Ministério da Saúde.

A aquisição dessas vacinas deve ser feita através da Opas, uma vez que o laboratório responsável por elas fica na Dinamarca e não tem representante no Brasil. Assim, o laboratório não pode solicitar o registro do imunizante junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e caso o país queira comprá-lo, a OPAS deve intermediar a transação.

Socorro Gross estava acompanhada do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e de secretários da pasta. Queiroga esclareceu que as 50 mil doses solicitadas pelo Brasil, caso cheguem, irão para profissionais de saúde que lidam com materiais contaminados.

“Se essas 50 mil doses chegarem aqui no ministério amanhã, não terão o condão de mudar a história natural da situação epidemiológica em relação à varíola dos macacos. Essas vacinas, quando vierem, serão para vacinar um público muito específico”.

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Queiroga também não considera, até o momento, declarar Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) por causa da doença. Segundo ele, a área técnica do ministério não se manifestou nesse sentido.

Além disso, de acordo com Queiroga, mecanismos de vigilância em saúde já foram reforçados; pedidos de registros de testes rápidos já foram feitos junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e outras providências podem ser tomadas fora do âmbito da Espin, caso seja necessário.

Até o momento, Estados Unidos e Austrália já declararam emergência em seus territórios.DadosNa coletiva de imprensa, o Ministério da Saúde também divulgou dados atualizados sobre a doença. No mundo inteiro foram registrados 35.621 casos em 92 países.

Os países com mais casos são Estados Unidos (11,1 mil), Espanha (5,7 mil), Alemanha (3,1 mil), Reino Unido (3 mil), Brasil (2,8 mil), França (2,6 mil), Canadá (1 mil), Holanda (1 mil), Portugal (770) e Peru (654).Até o momento, 13 mortes foram registradas, em oito países. São eles: Nigéria (4), República Centro-Africana (2), Espanha (2), Gana (1), Brasil (1), Equador (1), Índia (1) e Peru (1).

No Brasil, foram confirmados até o momento 2.893 casos. Além disso, existem 3.555 casos suspeitos de varíola dos macacos, com uma morte.

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Entre os contaminados, 95% são homens e a maioria está na faixa dos 30 anos de idade. Apesar de ser uma doença que acomete, em sua maioria, homens que fazem sexo com homens, o ministro faz um alerta para não se estigmatizar a doença a esse grupo específico ou mesmo discriminá-lo.

“Essas referências feitas aqui a homens que fazem sexo com homens é uma constatação tão somente epidemiológica. Não podemos incorrer nos erros do passado. Nós já sabemos o que aconteceu na década de 80 com HIV/Aids. Não é para discriminar as pessoas, é para protegê-las”.

Queiroga também afirmou que apesar do nome, a doença não é transmitida pelos macacos e fez um apelo para a não agressão desses animais, por medo da doença.

“A varíola dos macacos é uma zoonose e o roedor é a provável origem da zoonose. Não é o macaco. O macaco é tão vítima da doença quanto nós, que também somos primatas. Portanto, não saiam por aí matando os macacos achando que vão resolver o problema da varíola dos macacos”.

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Fonte: IG SAÚDE

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