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Aliados pedem para que programa de governo de Lula seja enxuto

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Aliados sugerem a Lula procurar empresários para ampliar apoio na sociedade
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Aliados sugerem a Lula procurar empresários para ampliar apoio na sociedade

Na primeira reunião para instalação da sua coordenação de campanha nesta segunda-feira, o pré-candidato do PT à Presidência da República,  Luiz Inácio Lula da Silva, ouviu de dirigentes de partidos aliados uma sugestão para que procure empresários com o objetivo de ampliar o arco de apoios na sociedade. 

Ao mesmo tempo, essas lideranças fizeram um pedido para que o programa de governo seja enxuto e focado apenas em temas centrais para evitar polêmicas e facilitar a adesão de novas forças.

Como resposta, Lula afirmou que já conversou com o ex-governador Blairo Maggi, um dos maiores produtores de soja do país. O petista também revelou que pretende procurar diretamente a Fiesp assim que o programa de governo estiver pronto. A entidade empresarial é presidida por Josué Alencar, filho do ex-presidente José Alencar.

“O que eu falei e outros falaram é que precisa falar com todos os setores, especialmente com setor industrial, o agronegócio.A ideia é procurar esses setores”, afirmou o presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP).

Paulinho defende que Lula converse primeiro com os setores específicos, como de produtores de máquinas, químicos e de produção de cana-de-açúcar.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que também participou da reunião realizada em um hotel da Zona Sul de São Paulo, confirmou que Lula mostrou disposição para abrir conversas com o setor produtivo e deve usar o ex-governador Geraldo Alckmin, indicado vice da chapa, nessa missão.

“Assim que o programa estiver pronto, ele (Lula) vai procurar a Fiesp e levar o programa para debater. O próprio presidente falou isso. Quer conversar com empresários. Vai procurar também a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a CNC (Confederação Nacional do Comércio). Convidará o Alckmin para ir junto.”

De acordo com o senador, Alckmin pode ter mais facilidade com alguns setores:

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“Tem muita coisa que vai ser tarefa do Alckmin, sobretudo ele conversa com o setor do agronegócio no interior de São Paulo.”

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, acredita que o programa de governo “tem que deixar claro para a sociedade a abertura para a ampliação”. O dirigente ressaltou, porém, que as decisões são de Lula e ele apenas emite as suas opiniões.

“Se a gente está falando de frente ampla e essa frente do ponto vista partidário não ocorreu, devemos dar agora uma demonstração com um programa de frente. Assim, podemos agregar setores econômicos, políticos, sociais, que embora não sejam de esquerda, possuam pontos de identidade. A meu ver não tem outra saída para ampliar que não seja por via de um programa.”

Uma parte da reunião foi usada para explicar como o programa de governo será elaborado. Os aliados defenderam que o texto se concentre nos pontos básicos. 

“A nossa ideia é um programa mais enxuto, que seria ainda mais enxuto do que eles (petistas) pensam, que pegasse uma cinco,seis pontos de unidade que traga coesão de forças”, disse Siqueira, citando como exemplos a elaboração de um plano de reindustrialização do país e outro de desenvolvimento econômico da Amazônia.

O presidente do Solidariedade concorda que o programa de governo deve ser simples com cinco  ou pontos centrais. 

“A minha opinião sobre o programa é que só serve para gente apanhar. Se você quiser detalhar, vai ser cobrado”, disse Paulinho.

Apesar de a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ter se recusado a comentar, durante entrevista coletiva, a saída do ex-governador João Doria (PSDB) da corrida presidencial, o assunto domina as conversas. Durante um almoço de Lula e Alckmin com presidentes dos partidos, Paulinho falou sobre a possibilidade de atrair o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que era o principal assessor econômico do tucano. 

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De acordo com o próprio presidente do Solidariedade, o ex-presidente respondeu com um sorriso.

Petistas avaliam que a saída do ex-governador pode ajudar a conquistar eleitores tradicionais do PSDB em São Paulo. Há intenção também de procurar tucanos históricos. Ainda no almoço, Lula, de acordo com os presentes, falou que procuraria o suplente de senador José Aníbal (SP). O ex-ministro e ex-senador Aloysio Nunes já  havia anunciado apoio ao petista mesmo antes da desistência de Doria.


Carlos Siqueira acredita que a saída do tucano é uma oportunidade para Lula ampliar o rol de aliados.

“Mas tem que ter a disposição do PT de procurar”, afirmou o dirigente do PSB, que ainda acrescentou.

“Na medida que ele desiste, e essa terceira via mostra que não tem grandes perspectivas, é uma oportunidade que tem que ser examinada.”

Uma outra parte das conversas desta segunda-feira foi dedicada a tratar de comunicação. Foram exibidos vídeos produzidos pelo marqueteiro Sidônio Palmeira na linha dos preparados para o ato de lançamento da pré-candidatura no último dia 7. As peças focam na comparação entre Lula e Bolsonaro, com o argumento de que um representa o amor e outro o ódio.

De acordo com petistas, ficou acertado que não haverá embates com o bolsonarismo nas redes sociais nas linhas propostas pelo adversário. A avaliação é que se entrar no jogo do atual presidente a derrota é certa. Os aliados de Lula querem trazer a discussão para os temas econômicos do dia-a-dia.

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Lula e Haddad esperam fazer acordo com França em almoço neste domingo

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Ex-governador de SP, Márcio França
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Ex-governador de SP, Márcio França

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , o ex-prefeito Fernando Haddad e o  ex-governador Geraldo Alckmin vão almoçar na tarde deste domingo na casa do pré-candidato do PSB ao governo de São Paulo, Márcio França . A expectativa é que o encontro sirva para sacramentar o acordo para a união de PT e PSB na eleição paulista.

França resiste a desistir da disputa e a sua mulher, Lúcia França, é uma das vozes a favor da sua permanência na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Há a esperança de que, na conversa, Lula consiga convencê-la a mudar de posição.

Se desistir da candidatura ao governo, França deve aceitar concorrer ao Senado na chapa de Haddad. Restaria, então, a definição do vice. Os petistas querem realizar a apresentação da chapa em um grande ato no próximo sábado, em Diadema, cidade do ABC paulista que foi primeira a ser administrada pelo partido na década de 1980.

Segundo aliados, França ainda tem dúvidas entre concorrer ao Senado ou manter a candidatura a governador. Pessoas próximas ao ex-governador dizem, porém, que a ida de Lula, líder da corrida presidencial, a sua casa é um gesto importante. O pré-candidato do PSB teria dificuldade para resistir a um apelo do ex-presidente nessa situação.

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França sabe que para ficar na disputa pelo governo teria que conseguir aliados. Ele ainda mantém esperança de atrair o PSD, que também negocia adesão à pré-candidatura do ex-ministro Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa.

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, pretende promover ao longo desta semana reuniões de França e Tarcísio com as alas do partido favoráveis a adesões a cada um dos candidatos para depois tomar uma decisão. Kassab afirma que o caminho do PSD na eleição de São Paulo será anunciado até sexta-feira. No fim da semana passada, aliados de França disseram que, em respeito a Kassab, ele não tomaria nenhuma decisão antes do anúncio do anúncio da posição do PSD.

Lula tem se empenhado em promover a união entre PT e PSB em São Paulo para reproduzir a aliança nacional no estado. Pesquisa do Datafolha divulgada na quinta-feira mostra que Haddad chega a 34% na liderança no cenário sem França . Com o pré-candidato do PSB, o petista soma 28%. Nesse cenário, França é o segundo, em empate técnico com Tarcísio, com 16%.

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Há uma avaliação de que a presença do pré-candidato do PSB na disputa ajuda a impedir o avança do candidato de Bolsonaro e do governador Rodrigo Garcia (PSDB). Mas , na visão de Lula, é importante para a disputa presidencial a união entre PT e PSB no maior estado do país.

França foi o responsável pela entrada de Alckmin, que também estará presente no almoço deste domingo, no PSB para ser o vice na chapa encabeçada por Lula. O entendimento na campanha petista é que com a aliança em São Paulo fica mais fácil para Lula e Alckmin percorrem juntos o estado, que concentra quase um quarto do eleitorado do país.

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Fonte: IG Política

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