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Manchas na pele e melasma: a herança ruim do verão

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Manchas são herança ruim do verão
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Manchas são herança ruim do verão

Chegamos ao inverno e aos dias frios, mas muita gente traz na pele as marcas do verão, que podem não ser assim tão especiais. É somente após a estação mais quente do ano que os resultados do descuido com a pele e a falta de proteção aparecem. E aí o choque ao se deparar com manchas escuras e até quadros de melasma, principalmente no rosto, é grande.

Nem tudo está perdido. É preciso apenas ficar de olho e procurar um tratamento mais adequado para o problema, sempre com médicos especialistas no assunto. “Ao notar manchas escurecidas na pele, principalmente após uma temporada curtindo o verão, algumas medidas a serem tomadas, a princípio são: evitar exposição solar excessiva nos horários de pico da radiação UVB (em torno das 10-16hrs) e usar adequadamente o filtro solar. Além disso, é sempre recomendado buscar seu médico dermatologista de confiança para estabelecer o diagnóstico adequado dessa mancha escurecida e, assim, determinar o melhor tratamento clareador”, aconselha o dermatologista Luann Lôbo, de São Paulo, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Tipos de manchas

De acordo com o Dr. Luann, uma das manchas mais frequentes, e populares, que podem surgir após uma temporada de verão é o melasma, que depende, também, de condições genéticas e consiste em marcas escurecidas de contornos irregulares, comumente vistas na face. O sol pode provocar o surgimento do melasma, ou o agravamento do mesmo, caso a pessoa já apresenta essa condição. “Outro quadro relativamente comum após o verão é a Fitofotomelanose, provocada por exposição solar associada ao contato direto da pele com suco de frutas cítricas (laranja, tangerina, limão), perfumes, algumas plantas e até refrigerantes. Nesse caso ocorrem lesões escuras, geralmente de aspecto pontilhado e de formatos irregulares. As regiões frequentemente afetadas pela Fitofotomelanose são as mãos, o colo e ao redor da boca”, explica o médico. Ele ressalta, ainda, que quando há falta de cuidado com a exposição solar e ocorrem queimaduras, este trauma também pode gerar manchas escurecidas pós-inflamatórias, comuns na face e na região do tronco.

As manchas têm tratamento
Reprodução: Alto Astral

As manchas têm tratamento

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Tratamentos clareadores

Mas é possível reduzir e clarear bastante essas manchas que ficaram de “recordação” do verão, sempre com cuidado. As substâncias clareadoras da pele devem sempre ser determinadas pelo dermatologista após exame individualizado, para que não ocorram problemas mais sérios. “Um esquema interessante, e que recomendo aos meus pacientes, consiste na prescrição de substâncias clareadoras para serem usadas no período noturno, e substâncias antioxidantes para aplicação durante o dia, sempre associadas ao fotoprotetor. A hidratação também é um pilar essencial no clareamento e uniformização do tom da pele. Antioxidantes orais e acessórios de barreira, com chapéus e óculos também são bem-vindos”, detalha o especialista. No caso do melasma, além dos cuidados gerais já citados, também são recomendados procedimentos realizados em consultório como peelings, laser e microagulhamento, que promovem um bom resultado no clareamento da mancha.

“Mas é importante deixar claro que o melasma, por ter um pilar genético, não tem cura. Porém, existe controle. Com um bom esquema de tratamento, incluindo cuidados diários como uso do filtro solar e clareadores, aliados a tratamentos realizados em consultório dermatológico, existe um grande potencial de melhora estética, com redução expressiva da mancha”, pontua o Dr. Luann.

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Manutenção dos cuidados

E não é só no rosto que podem aparecer as indesejáveis manchas pós-Verão. Outras partes do corpo também podem ser afetadas pelo problema e os produtos para a reversão dessas marcas podem ser os mesmos usados na face. Mas o dermatologista faz um alerta importante nesse caso: “Substâncias clareadoras prescritas para melhorar manchas do rosto também podem ser indicadas para tratar manchas corporais. Entretanto, a concentração e o veículo para o uso corporal tendem a ser diferentes. Por isso, não se aventure usando o produto facial no corpo. Procure orientações do seu dermatologista!”. Depois de se conseguir um efetivo clareamento das manchas não se deve abrir a guarda e relaxar, não. A manutenção dos cuidados deve ser constante, uma prática diária dos cuidados com a saúde e o bem-estar. “Após o clareamento das manchas e maior uniformidade de tom, determinamos um tratamento de manutenção (skincare), com substâncias que previnem a recorrência das manchas e uso constante de protetor solar. Estes cuidados de manutenção, além dos produtos de uso diário, podem incluir, também, procedimentos realizados em consultório, como a aplicação de lasers, por exemplo”,diz o Dr. Luann Lôbo.

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Fonte: IG Mulher

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Relly Amaral Ribeiro: “Ela deu motivo”, a desculpa dos agressores

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Ela deu motivo... a desculpa dos homens agressores
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Ela deu motivo… a desculpa dos homens agressores

Era uma tarde qualquer de 2002, minha colega de estágio não apareceu na Secretaria de Assistência Social como de costume. Eu, aluna do 2º ano de serviço social noturno, e ela, que aqui chamarei de Júlia, do matutino. No dia seguinte, ela aparece cabisbaixa e nervosa, óculos escuros tentando disfarçar as marcas da violência em seu rosto: olho roxo, boca cortada, testa ralada e partes da cabeça com falhas de cabelo. “Vamos comigo na delegacia? Você me acompanha?”, disse ela, num misto de vergonha, medo e desilusão.

Seguimos para a delegacia e lá fomos atendidas do começo ao fim somente por homens, acostumados em seu cotidiano a lidar com as mais diferentes intercorrências policiais. Algumas piadinhas e constrangimentos depois, fomos liberadas. Júlia: “preciso voltar logo pra casa, estou muito tempo fora, não posso dar motivo”. Éramos jovens, brancas, universitárias e de classe média. Mais tarde, conforme evoluí no trabalho voltado à proteção social fiquei sabendo como mulheres pobres, negras e periféricas eram tratadas. Infinitamente pior.

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A revitimização da mulher que sofre violência, o constrangimento de ser inquirida por policiais do mesmo gênero que o seu agressor, a fragilidade no sigilo de seus dados pessoais durante o registro do boletim de ocorrência, além de outras violências institucionais, eram uma constante no atendimento dessas mulheres.

Pensando em um atendimento feito por mulheres e na proteção integral da vítima, desde a tipificação dos diferentes atos de violência até a criação de uma delegacia especializada para o atendimento da mulher, é que a Lei n.º 11.340/2006 — popular Maria da Penha — foi criada quatro anos depois daquilo que ocorreu com Júlia. As mulheres, antes dessa lei, estavam muito mais expostas.

Porém, ainda hoje não é fácil. Mulheres que denunciam a violência vivida precisam, na maioria das vezes, abandonar a sua casa e animal de estimação, mudar os filhos de escola, avisar os parentes sobre uma possível retaliação do agressor, mudar de emprego, mudar de faculdade ou curso, de telefone e, às vezes, até de cidade — da mesma forma que ocorreu com a minha colega, já que ela “deu motivo”, denunciando. Isso quando a mulher agredida tem forças para denunciar ou a sorte de sobreviver à última “investida”.  

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Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2022) — estudo baseado em informações das secretarias estaduais de segurança pública de 2020/2021 —, cerca de três mulheres são vítimas de feminicídio por dia no Brasil. Quando inquiridos, os assassinos apontam que elas que deram motivo: usaram roupas curtas, traíram, olharam para outro homem, quiseram se separar, chegaram tarde em casa, saíram com uma amiga ou parente, recusaram-se a ter relações sexuais ou, pasmem, apenas queimaram o jantar.

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Por isso, para as mulheres que são vítimas de violência — independentemente se física, moral, sexual, psicológica ou patrimonial—, viver é conviver com o medo, todos os dias, todas as horas, dentro e fora de casa, sob ameaça, independentemente se elas permanecem em relacionamento com o agressor ou não. É estar constantemente em alerta, vendo e revendo os seus passos, analisando se “deu motivo”.

Muito já se tem feito em termos de política de atendimento e legislação protetiva nos últimos 20 anos, porém a mudança de cultura e atitude em um país com um histórico colonialista, envolvendo mais de 500 anos de poder sobre os corpos, é temporalmente indeterminada. Estudos apontam que países com um passado escravagista hoje são mais violentos com mulheres e negros.   

Por isso, se você está sofrendo algo que foi pontuando aqui, não se cale. Eu não me calei, a Julia não se calou, minhas amigas e parentes não se calaram, e por isso estamos vivas. Fuja, procure ajuda na rede de atendimento à mulher de sua região: Delegacia da Mulher, CRAS, CREAS, disque denúncia 180. Conte com a sua rede de apoio pessoal: converse sobre o que acontece com você para amigas(os), família, pessoas de sua confiança. Você não está só.

Fonte: IG Mulher

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